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Pandemia impulsiona comércio electrônico


por: Daniel Geto10 de Maio de 2021

Estudo da ONU registra aumento exponencial das compras online no ano passado, com a imposição de lockdowns em muitos países para conter a covid-19. O sector faturou o equivalente a 30% do PIB mundial em 2019.

O comércio online viveu uma explosão em meio à pandemia de covid-19. No ano passado, o percentual das vendas online no comércio mundial aumentou de 16% para 19%, segundo um relatório da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) divulgado na semana passada.

Em 2019, as vendas pela internet chegaram a 26,7 trilhões de dólares, um aumento de 4% em relação a 2018, segundo os dados mais recentes disponíveis. Isso inclui as transações de empresa para empresa e as das empresas para os consumidores, e equivale a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial daquele ano.

Entre as 13 maiores empresas do ramo em todo o mundo, dez são da China ou dos Estados Unidos. A chinesa Alibaba está em primeiro lugar no ranking, seguida da americana Amazon. A canadense Shopify é a de posição mais alta entre as que não são provenientes da China ou dos EUA.

Com o aumento das vendas online nas principais economias do mundo, e com os lockdowns intermitentes adoptados por vários países que obrigaram milhões de pessoas a permanecerem nas suas casas, a UNCTAD relatou uma “notável reversão das fortunas das plataformas como serviços de caronas ou de viagem”, cujas perdas beneficiaram as empresas do chamado e-commerce.

A parcela do comércio varejista online chegou a 25,9% na Coreia do Sul e 24,9% na China e aumentou para quase um quarto do total em ambos os países. No Reino Unido, essa fatia cresceu de 15,8% em 2019 para 23,3% em 2020.

Nos Estados Unidos, onde as empresas de comércio eletrônico registraram no ano passado vendas de mais de um terço do total mundial, as compras online subiram de 11% para 14%

O “boom” das vendas online veio em meio ao que a UNCTAD havia descrito anteriormente como a queda anual mais acentuada da produção económica global, desde o início dos registros nos anos 1940.