Google leva Epic Games ao tribunal acusando de violar as regras da Play Store - MenosFios
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A Google acusa a Epic Games de violar deliberadamente as regras da sua loja de aplicativos, Play Store, ao introduzir uma forma de pagamento alternativa aos seus sistemas.
De acordo com a Google, esta estratégia burladora da criadora de Fortnite permitiu a mesma evitar pagar por comissões de compras in-app, “enriquecendo injustamente” às suas custas.

Essa informação vem só para acender mais a batalha da Epic Games com várias empresas, onde a 13 de Agosto de 2020 a Epic Games lançou uma campanha para parar com as medidas anti-concorrenciais da Apple e Google, que terminou mesmo em um processo judicial contra as duas referidas empresas. O veredito da batalha legal entre Epic Games e a Apple foi conhecido em setembro deste ano.

Agora, a Google entra na renhida batalha ao processar a Epic Games, acusando-a a mesma de violar deliberadamente as regras da Play Store. De acordo com informações do processo remetido no Tribunal Distrital do distrito da Califórnia do Norte, a gigante de Mountain View diz que a criadora do Fortnite quebrou o contrato estabelecido ao introduzir uma forma de pagamento totalmente diferente do que foi acordado entre as duas partes no contrato.

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A Google diz que a Epic Games quebrou esse contrato, alegando que por causa disso milhões de jogadores que fizeram anteriormente o download de Fortnite para Android continuam a conseguir aceder ao sistema de pagamentos da Epic Games, apesar do jogo ter já sido removido da Play Store.

A Google defende ainda que esta medida fraudulenta da Epic Games permitiu que não pagasse valores referentes a comissões por compras in-app, “enriquecendo injustamente” às suas custas. Devido a esse transtornos, que considera ser um crime, aempresa espera receber uma indeminização equivalente à quantia que perdeu.

No referido processo, podemos ver ainda que Google diz que também não desativou a conta de developer da Epic Games após remover o Fortnite da Play Store, indicando que deixou a “porta aberta” para que a empresa pudesse publicar uma versão do jogo que não violasse as regras da sua loja de aplicações.

Para ver o processo completo que a Google remeteu ao tribunal, click em aqui.