Angola Telecom continua a deter a licença de terceiro operador móvel - MenosFios
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A Angola Telecom continua a deter a licença de terceiro operador de telefonia móvel, segundo o António de Sousa o director Nacional de Informação e Comunicação Institucional do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS).

António de Sousa avançou que: “Não mudou nada. A Angola Telecom tem uma licença de Título Global Unificado (TGU) que pode ser utilizada quando ela entender”. Segundo António de Sousa, não há recuo tácito naquela empresa pública, mas o que está a ocorrer “é um processo que não se realizará neste momento como inicialmente havia sido proposto”, sem, contudo, avançar mais pormenores.

Num despacho presidencial, datado de 04 de Novembro de 2019, o Executivo autorizara “excepcionalmente” a subconcessão do serviço móvel da Angola Telecom, à empresa Angorascom Telecomunicações S.A. O documento não explicitava as razões para a autorização “excepcional” da subconcessão do serviço móvel da Angola Telecom, referindo-se apenas, na altura, à necessidade de “garantir a promoção da concorrência na oferta de redes e serviços de comunicações electrónicas em todo o território nacional”.

Numa entrevista, recentemente, ao Jornal de angola, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, considerou a “saúde financeira” da Angola Telecom como não estando boa, apontando vários factores que concorreram para tal. “Existem vários factores que concorreram para que chagássemos à essa situação que se vive hoje naquela empresa pública. Uma delas pode ter sido a gestão que foi feita nos últimos anos. Também podemos considerar que, apesar de ter acompanhado o desenvolvimento tecnológico, muitos dos investimentos feitos foram mal orientados na sua implementação”.

Manuel Homem deixou ainda claro que a Angola Telecom não consta da lista de empresas públicas abrangidas pelo Programa de Privatizações (PROPRIV) para ser alienada.

A Angola Telecom apresentou-se como a empresa pública do sector das Telecomunicações que mais prejuízo teve, com cerca do 97% do total de prejuízos registados em 2019. Naquele período os resultados líquidos da instituição registaram um aumento negativo na ordem de 18%, ao sair dos 35 mil milhões Kz, em 2018 para 41,2 mil milhões Kz em 2019, tendo como princimados em 15,70%, outros custos e perdas operacionais em 62,42% e os resultados financeiros orçados em 89,35%, face ao período de 2018.